Atividades
experimentais como estratégia de ensino de ciências no município de Parnaíba, Piauí.
Tiago
de Oliveira Freitas, André Luis Souza Galisa, Lúcia de Fátima Oliveira Souza,
Ana
Maria Brandão de Oliveira & Kalinny Rachel Araújo Pereira.
Universidade
Estadual do Piauí
INTRODUÇÃO
Atualmente nas
escolas o ensino de Ciências Naturais tem sido um desafio para a maioria dos educadores,
pois é praticamente impossível aproximar o ensino científico a realidade do
aluno utilizando apenas livros didáticos, tendo em vista que os alunos são
iniciantes nesse tipo de conhecimento e desconhecem a linguagem científica
complexa geralmente utilizada nestes livros.
Sabe-se que o
livro é um recurso didático fundamental, mas é vital reconhecer também que o
modelo tradicional de ensino, ainda muito utilizado pelos educadores nas
escolas de ensino fundamental e médio, torna difícil para o aluno relacionar o
conteúdo abordado com sua realidade (SALE & SILVA, 2010).
É comum entre os
docentes confundir atividades práticas com a necessidade de um ambiente com
equipamentos especiais para a realização de trabalhos experimentais, este é um
dos fatos que contribuem para que o uso de experimentos como ferramenta de
ensino das ciências seja escasso.
No entanto
existem atividades práticas que pode ser desenvolvidas em qualquer sala de
aula, sem a necessidade de instrumentos ou aparelhos sofisticados (MILLAR,
1991). Assim é possível afirmar que os trabalhos e atividades práticas
utilizados em sala de aula não são necessariamente atividades típicas de
laboratório escolar, não importa o método de ensino-aprendizagem escolhido,
este deve mobilizar a atividade do aprendiz, em lugar de sua passividade.
Para (GONÇALVES
& GALIAZZI, 2004) atividades experimentais, são aquelas que levam em consideração
a observação, o levantamento de questionamentos e a construção de argumentos de
forma a problematizar o conhecimento dos alunos com relação ao conteúdo. Por
isso, as práticas e demonstrações devem ser acompanhadas por questionamentos
indutivos e não apenas diretivos.
Tendo-se em
vista que todo educando traz consigo uma gama de potencialidades que precisam
ser instigadas para aflorarem e também inspirarem a criação de novos conhecimentos.
Nessa perspectiva, o uso de experimentos possibilita uma aprendizagem mais
efetiva, proporciona ao educando, a chance de descobrir o mundo científico,
além daquele vivenciado em seu cotidiano. O presente estudo tem como objetivo
demonstrar o uso de atividades experimentais como estratégia de ensino de
ciências na Unidade Escolar Edison Cunha no município de Parnaíba, Piauí.
METODOLOGIA
Este
trabalho realizou-se a partir da prática de experimentos na Unidade Escolar
Edison Cunha na rede pública de ensino, baseado na elaboração de um projeto de
intervenção, visando compartilhar a troca de conhecimentos entre os acadêmicos
do curso de Ciências Biológicas e os discentes do ensino fundamental.
A
execução dos experimentos foi realizada em uma turma de 9º ano com 22 alunos,
durante o período vespertino, com duração de cinqüenta minutos. As atividades
experimentais realizadas foram escolhidas com base nos conteúdos didáticos
lecionados pela professora de Ciências. Tendo como conteúdos, o primeiro, a
relação entre Temperatura e Calor e o segundo o estudo de Ondas Sonoras.
Ao iniciar a oficina dos experimentos,
foi realizada uma dinâmica com os alunos abordando os métodos de pesquisa
científica com o objetivo de provocar a interação entre os acadêmicos e os educando.
Após a dinâmica foi aplicado um
questionário sobre os conteúdos dos experimentos a serem executados, visando
avaliar os conhecimentos acumulados pelos alunos durante as aulas. Este
questionário possuía quatro perguntas, sendo três de forma objetiva e uma
subjetiva. Em seguida, os alunos foram divididos em quatro grupos, sendo
distribuídos roteiros a serem seguidos para a execução dos experimentos. Durante
o desenvolvimento das atividades os acadêmicos supervisionaram os discentes,
auxiliando em caso do surgimento de dúvidas.
O primeiro experimento realizado foi
sobre temperatura e calor tinha o objetivo de provocar nos alunos a percepção
da troca de calor entre o meio e organismo, foram colocados três recipientes
com água, o primeiro possuía água fria em seu interior, o segundo água com
temperatura morna e o terceiro com água quente. Em seguida os alunos colocaram
a mão direta no recipiente com água fria e a mão esquerda no recipiente com
água quente e esperam trinta segundo para retirar as mesmas, seguindo passo a
passo do roteiro e responderam perguntas abertas e objetivas.
Depois foi realizado o segundo
experimento sobre ondas sonoras, a realização do mesmo se deu a partir da
confecção de um telefone de cordel, sendo utilizados barbante e copos
descartáveis, onde um dos alunos emitia uma mensagem e o outro posicionava o
copo no ouvido para ouvir o som emitido. Ao final da execução da atividade os
alunos responderam perguntas como forma de avaliação do conhecimento adquirido
sobre o desenvolvimento das atividades executadas.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
De acordo com os questionários aplicados
no início e no final dos experimentos, obtivemos os seguintes resultados como
respostas.
Na Fig. 01 os alunos responderam a seguinte questão: Uma pessoa segura um copo com água quente e
outra com água gelada. Qual o sentido da transmissão de calor?
Na Fig. 02 os alunos responderam a
seguinte questão: O que você entende por
som?
Na Fig. 03 os alunos responderam a
seguinte questão: Onde você percebe o
calor no seu dia-a-dia?
Resultados depois dos experimentos Na
Fig. 01 os alunos responderam a seguinte questão: Uma pessoa segura um copo com água quente e outra com água gelada. Qual
o sentido da transmissão de calor?
Na Fig. 02 os alunos responderam a
seguinte questão: O que você entende por
som?
Na Fig. 03 os alunos responderam a
seguinte questão: Onde você percebe o
calor no seu dia-a-dia?
A partir da
aplicação desses questionários antes e depois dos experimentos realizados,
observou-se que os alunos obtinham iguais conhecimentos sobre os conteúdos
abordados, não apresentando nenhuma diferença significativa, pois em relação à
transmissão de calor os dados mostram que inicialmente 68% responderam que a
transmissão de calor ocorre do copo para a pessoa, 18% da pessoa para o copo, 9%
do copo e da pessoa e 5% nem do copo nem da pessoa. É no final dos experimentos
observou-se que 77% também diziam que a transmissão do calor foi do copo para a
pessoa, 14% da pessoa para o copo, 5% do copo e da pessoa e 4% nem do copo nem
da pessoa.
Nas outras duas
questões o percentual em relação às respostas, não apresentou nenhuma diferença
significativa que mudasse as respostas dos alunos. Sobre o entendimento do som
inicialmente 83% diziam que o som é um meio que se pode ouvir, 13% meio que se
pode sentir e 4% meio que não se pode ver nem sentir. Já quando aplicado o
questionamento no final, 91% diziam que o som era um meio que se pode ouvir e
9% um meio que se pode sentir.
Já quando
perguntados aonde percebem o calor no seu dia-a-dia as os resultados foram os
seguintes, no inicio 100% dos alunos diziam que ao sair ao sol e no final
somente 95% afirmavam a mesma resposta. Não havendo uma diferença significativa
em porcentagem que mudasse as respostas adquiridas.
CONCLUSÃO
Para relacionar
os conteúdos explorados em Ciências de forma abrangente e integrados para que
seja de grande participação, compreensão e interesse no processo de
aprendizagem a experimentação quando explorada de forma adequada, é uma
importante estratégia para auxiliar a aprendizagem. Por meio dela, os alunos
são levados a participar do processo de investigação a manipular materiais e
instrumentos, a organizar suas observações e compreender conceitos básicos.
A educação se
torna mais prazerosa e motivadora, o aluno interagem de permanente no processo
de ensino aprendizagem. É o educador que consegue alia com criatividade e
dinamismo facilitar o seu trabalho e o sucesso profissional.
Nessa
perspectiva, o uso de experimentos possibilita uma aprendizagem mais efetiva,
proporciona ao educando, a chance de descobrir o mundo científico, além daquele
vivenciado em seu cotidiano.
Figura Mostrando a atividade realizada na sala de aula do 9º Ano em Parnaíba, PI.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
GONÇALVES, F. P.; GALIAZZI, M. C. A
natureza das atividades experimentais no ensino de ciências. In: Moraes,
R. e Mancuso, R. (ORGs). Educação em Ciências: Produção de Currículos e
Formação de Professores. Unijuí: Ed. Unijuí, 2004.
MILLAR, R. A means to an end: the
role of process in science education.
In:
Woolnough, B. (ed.) Practical Science. Milton Keynes: Open University Press, 1991,
p. 43-52.
SALES, D. M. R.; SILVA, F P. Uso de
atividades experimentais como estratégia de ensino de ciências. Encontro de ensino, pesquisa e extensão da
faculdade. Senac. 2010.






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