terça-feira, 28 de maio de 2013

Frequência de enteroparasitas em pacientes atendidos no laboratório de análises clínicas TEC LAB no município de Parnaíba-PI.

1-André Luis Souza Galisa, 1-Ana Cristina Carvalho Chaves, 1-Daniele Souza Pereira, 1-Lúcia de Fátima Oliveira Souza, 1-Lidia Maria Souza Vieira Filha, 1-Rayssa Martins Moreira, 2-Apollyanne de Fátima de Sousa Gomes e 3-Izeneide Barros de Araujo³.

1-Graduados em Ciências Biológicas, Universidade Estadual do Piauí-UESPI, Campus Alexandre Alves de Oliveira, Parnaíba, Piauí. 2-Agente de Endemias, Bióloga em Parnaíba-PI. 3-Professora Orientadora, MSc. Biologia Parasitária, UESPI, Campus Alexandre Alves de Oliveira, Parnaíba-PI.

Resumo: As enteroparasitoses são infecções causadas por protozoários e helmintos, com ampla distribuição geográfica, acometendo muitas pessoas principalmente nos países em desenvolvimento, constituindo um problema de saúde pública. O presente estudo teve como objetivos verificar a ocorrência e a freqüência de enteroparasitas na população atendida pelo Laboratório de Análises Clínicas TEC LAB no município de Parnaíba-PI, visando contribuir para o conhecimento da prevalência das parasitoses intestinais e a conscientização sobre a importância da prevenção contra estas patologias. Foram analisados 3.192 exames parasitológicos de fezes, sendo 1.711 realizados entre janeiro e junho de 2010 e 1.481 entre janeiro e junho de 2011. Dentre os protozoários, foi verificado que em 2010 houve uma maior frequência de Entamoeba coli com 41% dos casos e em 2011 prevaleceu Endolimax nana com 41%. Entre os helmintos o enteroparasita que apresentou maior índice em ambos os anos foi Ascaris lumbricoides, atingindo 68% dos casos em 2010 e 50% em 2011. Este estudo indica que se faz necessário uma maior ação de controle das doenças parasitárias com desenvolvimento de estratégias que levem a erradicação das enteroparasitoses.

Palavras-chave: Prevalência, Parasitoses Intestinais, Prevenção.

sexta-feira, 26 de abril de 2013


Atividades experimentais como estratégia de ensino de ciências no município de Parnaíba, Piauí.

Tiago de Oliveira Freitas, André Luis Souza Galisa, Lúcia de Fátima Oliveira Souza,
Ana Maria Brandão de Oliveira & Kalinny Rachel Araújo Pereira.
Universidade Estadual do Piauí

INTRODUÇÃO

Atualmente nas escolas o ensino de Ciências Naturais tem sido um desafio para a maioria dos educadores, pois é praticamente impossível aproximar o ensino científico a realidade do aluno utilizando apenas livros didáticos, tendo em vista que os alunos são iniciantes nesse tipo de conhecimento e desconhecem a linguagem científica complexa geralmente utilizada nestes livros.
Sabe-se que o livro é um recurso didático fundamental, mas é vital reconhecer também que o modelo tradicional de ensino, ainda muito utilizado pelos educadores nas escolas de ensino fundamental e médio, torna difícil para o aluno relacionar o conteúdo abordado com sua realidade (SALE & SILVA, 2010).
É comum entre os docentes confundir atividades práticas com a necessidade de um ambiente com equipamentos especiais para a realização de trabalhos experimentais, este é um dos fatos que contribuem para que o uso de experimentos como ferramenta de ensino das ciências seja escasso.
No entanto existem atividades práticas que pode ser desenvolvidas em qualquer sala de aula, sem a necessidade de instrumentos ou aparelhos sofisticados (MILLAR, 1991). Assim é possível afirmar que os trabalhos e atividades práticas utilizados em sala de aula não são necessariamente atividades típicas de laboratório escolar, não importa o método de ensino-aprendizagem escolhido, este deve mobilizar a atividade do aprendiz, em lugar de sua passividade.
Para (GONÇALVES & GALIAZZI, 2004) atividades experimentais, são aquelas que levam em consideração a observação, o levantamento de questionamentos e a construção de argumentos de forma a problematizar o conhecimento dos alunos com relação ao conteúdo. Por isso, as práticas e demonstrações devem ser acompanhadas por questionamentos indutivos e não apenas diretivos.
Tendo-se em vista que todo educando traz consigo uma gama de potencialidades que precisam ser instigadas para aflorarem e também inspirarem a criação de novos conhecimentos. Nessa perspectiva, o uso de experimentos possibilita uma aprendizagem mais efetiva, proporciona ao educando, a chance de descobrir o mundo científico, além daquele vivenciado em seu cotidiano. O presente estudo tem como objetivo demonstrar o uso de atividades experimentais como estratégia de ensino de ciências na Unidade Escolar Edison Cunha no município de Parnaíba, Piauí.

METODOLOGIA

Este trabalho realizou-se a partir da prática de experimentos na Unidade Escolar Edison Cunha na rede pública de ensino, baseado na elaboração de um projeto de intervenção, visando compartilhar a troca de conhecimentos entre os acadêmicos do curso de Ciências Biológicas e os discentes do ensino fundamental.
A execução dos experimentos foi realizada em uma turma de 9º ano com 22 alunos, durante o período vespertino, com duração de cinqüenta minutos. As atividades experimentais realizadas foram escolhidas com base nos conteúdos didáticos lecionados pela professora de Ciências. Tendo como conteúdos, o primeiro, a relação entre Temperatura e Calor e o segundo o estudo de Ondas Sonoras.
Ao iniciar a oficina dos experimentos, foi realizada uma dinâmica com os alunos abordando os métodos de pesquisa científica com o objetivo de provocar a interação entre os acadêmicos e os educando.
Após a dinâmica foi aplicado um questionário sobre os conteúdos dos experimentos a serem executados, visando avaliar os conhecimentos acumulados pelos alunos durante as aulas. Este questionário possuía quatro perguntas, sendo três de forma objetiva e uma subjetiva. Em seguida, os alunos foram divididos em quatro grupos, sendo distribuídos roteiros a serem seguidos para a execução dos experimentos. Durante o desenvolvimento das atividades os acadêmicos supervisionaram os discentes, auxiliando em caso do surgimento de dúvidas.
O primeiro experimento realizado foi sobre temperatura e calor tinha o objetivo de provocar nos alunos a percepção da troca de calor entre o meio e organismo, foram colocados três recipientes com água, o primeiro possuía água fria em seu interior, o segundo água com temperatura morna e o terceiro com água quente. Em seguida os alunos colocaram a mão direta no recipiente com água fria e a mão esquerda no recipiente com água quente e esperam trinta segundo para retirar as mesmas, seguindo passo a passo do roteiro e responderam perguntas abertas e objetivas.
Depois foi realizado o segundo experimento sobre ondas sonoras, a realização do mesmo se deu a partir da confecção de um telefone de cordel, sendo utilizados barbante e copos descartáveis, onde um dos alunos emitia uma mensagem e o outro posicionava o copo no ouvido para ouvir o som emitido. Ao final da execução da atividade os alunos responderam perguntas como forma de avaliação do conhecimento adquirido sobre o desenvolvimento das atividades executadas.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

De acordo com os questionários aplicados no início e no final dos experimentos, obtivemos os seguintes resultados como respostas. 

Na Fig. 01 os alunos responderam a seguinte questão: Uma pessoa segura um copo com água quente e outra com água gelada. Qual o sentido da transmissão de calor?


Na Fig. 02 os alunos responderam a seguinte questão: O que você entende por som?



Na Fig. 03 os alunos responderam a seguinte questão: Onde você percebe o calor no seu dia-a-dia?



Resultados depois dos experimentos Na Fig. 01 os alunos responderam a seguinte questão: Uma pessoa segura um copo com água quente e outra com água gelada. Qual o sentido da transmissão de calor?



Na Fig. 02 os alunos responderam a seguinte questão: O que você entende por som?



Na Fig. 03 os alunos responderam a seguinte questão: Onde você percebe o calor no seu dia-a-dia?



A partir da aplicação desses questionários antes e depois dos experimentos realizados, observou-se que os alunos obtinham iguais conhecimentos sobre os conteúdos abordados, não apresentando nenhuma diferença significativa, pois em relação à transmissão de calor os dados mostram que inicialmente 68% responderam que a transmissão de calor ocorre do copo para a pessoa, 18% da pessoa para o copo, 9% do copo e da pessoa e 5% nem do copo nem da pessoa. É no final dos experimentos observou-se que 77% também diziam que a transmissão do calor foi do copo para a pessoa, 14% da pessoa para o copo, 5% do copo e da pessoa e 4% nem do copo nem da pessoa.
Nas outras duas questões o percentual em relação às respostas, não apresentou nenhuma diferença significativa que mudasse as respostas dos alunos. Sobre o entendimento do som inicialmente 83% diziam que o som é um meio que se pode ouvir, 13% meio que se pode sentir e 4% meio que não se pode ver nem sentir. Já quando aplicado o questionamento no final, 91% diziam que o som era um meio que se pode ouvir e 9% um meio que se pode sentir.
Já quando perguntados aonde percebem o calor no seu dia-a-dia as os resultados foram os seguintes, no inicio 100% dos alunos diziam que ao sair ao sol e no final somente 95% afirmavam a mesma resposta. Não havendo uma diferença significativa em porcentagem que mudasse as respostas adquiridas.

CONCLUSÃO

Para relacionar os conteúdos explorados em Ciências de forma abrangente e integrados para que seja de grande participação, compreensão e interesse no processo de aprendizagem a experimentação quando explorada de forma adequada, é uma importante estratégia para auxiliar a aprendizagem. Por meio dela, os alunos são levados a participar do processo de investigação a manipular materiais e instrumentos, a organizar suas observações e compreender conceitos básicos.
A educação se torna mais prazerosa e motivadora, o aluno interagem de permanente no processo de ensino aprendizagem. É o educador que consegue alia com criatividade e dinamismo facilitar o seu trabalho e o sucesso profissional.
Nessa perspectiva, o uso de experimentos possibilita uma aprendizagem mais efetiva, proporciona ao educando, a chance de descobrir o mundo científico, além daquele vivenciado em seu cotidiano.

Figura Mostrando a atividade realizada na sala de aula do 9º Ano em Parnaíba, PI.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GONÇALVES, F. P.; GALIAZZI, M. C. A natureza das atividades experimentais no ensino de ciências.  In: Moraes, R. e Mancuso, R. (ORGs). Educação em Ciências: Produção de Currículos e Formação de Professores. Unijuí: Ed. Unijuí, 2004.

MILLAR, R.  A means to an end: the role of process in science education.  In:
Woolnough, B. (ed.) Practical Science. Milton Keynes: Open University Press, 1991, p. 43-52.

SALES, D. M. R.; SILVA, F P. Uso de atividades experimentais como estratégia de ensino de ciências. Encontro de ensino, pesquisa e extensão da faculdade. Senac. 2010.




segunda-feira, 22 de abril de 2013


Levantamento das espécies de conchas ocupadas por ermitões na Ilha das Canárias, APA do delta do rio Parnaíba, Brasil.

André Luis Souza Galisa¹, Lidia Maria Souza Vieira Filha¹, Jéssica Maria dos Santos Mesquita¹, Lissandra Corrêa Fernandes-Góes1, 3 & João Marcos de Góes2,3.

1-Universidade Estadual do Piauí (UESPI), Avenida Nossa Senhora de Fátima, s/nº, Bairro de Fátima, Parnaíba-PI. Cep: 64202-220.
2-Universidade Federal do Piauí (UFPI), Avenida São Sebastião, 2819, Bairro São Benedito, Parnaíba-PI. Cep: 64202-020.
3- NEBECC – Núcleo de Estudos em Biologia, Ecologia e Cultivo de Crustáceos.

freudgalisa@hotmail.com¹
ligadre27@hotmail.com¹
jessicamesquita25@hotmail.com¹
lissandragoes@uol.com.br1, 3
jmarg@uol.com.br2,3

As conchas constituem um recurso limitante e essencial para a sobrevivência dos ermitões, sendo sua seleção determinada pela disponibilidade no ambiente e por características estruturais como tamanho, peso, forma da abertura, ornamentações externas e arquitetura, que potencializam a proteção contra predação e também dessecação nas regiões entre marés, além de proporcionar proteção aos ovos das fêmeas no período reprodutivo. Os ermitões conseguem carregar suas conchas devido à torção de seu abdômen, que associada à presença de urópodos modificados, possibilita ao animal prender-se à columela das conchas. O padrão de ocupação de conchas apresenta uma correlação entre o tamanho do ermitão e o tamanho da abertura da concha, e esse é um fator limitante ao seu crescimento e seu gasto energético. O presente estudo teve como objetivo realizar o levantamento das espécies de conchas ocupadas por ermitões na ilha das canárias. As coletas foram realizadas na Ilha das Canárias, APA do Delta do rio Parnaíba, de julho de 2004 a junho de 2005. Os animais foram coletados manualmente durante a maré baixa. Os ermitões foram retirados de suas conchas as quais foram mensuradas quanto à largura da abertura (LA) e pesadas (PE). Foram identificadas 4 espécies de conchas ocupadas por ermitões, 149 Pugilina morio, 264 Stramonita haemastoma, 1 Strombus sp com LA de 14,85mm e 1 Zidona sp com LA de 22,0mm. Stramonita haemastoma variando de 4 a 21,55mm de LA (13,19 ±2,58mm) e Pugilina morio variando de 7 a 21,90 mm de LA (14,38 ±3,00mm). As conchas mais abundantes foram P. morio e S. haemastoma pela disponibilidade potencial no ambiente e pela acessibilidade dessas conchas, sugerindo uma relação de dependência. Conchas mais leves e com maior volume interno favorecem as fêmeas ovígeras, visto que o uso desse tipo de concha proporciona maior espaço interno para os ovos, enquanto as mais pesadas favorecem aos machos. Ermitões em conchas menores do que os tamanhos preferidos crescem menos e têm proles menores do que ermitões em tipos de conchas idênticas, mas de tamanho ideal. Algumas espécies de conchas ocorreram em pequeno número indicando ocorrência acidental como mostra em Strombus sp e Zidona sp. O registro destas espécies de conchas pode estar relacionado à influência de correntes marítimas, ação de ondas, ventos e marés, fazendo com que estas migrem para outras áreas.

Palavras-chave: Seleção, Proteção, Biodiversidade.

sábado, 20 de abril de 2013


Levantamento sobre a comunidade de Algas Bentônicas na região de Barra Grande, no estado do Piauí.

André Luis Souza Galisa 1 *, Daniele Souza Pereira 1 *, Lúcia de Fátima Oliveira Souza 1 *, Lidia Maria Souza Vieira Filha 1 *, Ana Cristina Carvalho Chaves1 & Flávio Oliveira Souza 1*.

1-Universidade Estadual do Piauí (UESPI)
Avenida Nossa Senhora de Fátima, Parnaíba-Pi, CEP 64202-220.

As algas fazem parte do grupo de produtores primários que sustentam a vida nos mares e oceanos, desta forma desempenhando um papel ecológico fundamental na manutenção destes ecossistemas. A estabilidade destes ecossistemas aumenta na medida em que um maior número de espécie, com diferentes capacidades de tolerância a fatores ambientais, pode resistir a alterações do meio marinho, inclusive aquelas causadas por atividades antrópicas. Este trabalho teve como objetivo realizar o levantamento sobre a comunidade de algas bentônicas na região de Barra Grande no estado do Piauí, visando desta forma contribuir para um maior conhecimento da flora local. As amostras foram coletadas em julho de 2011, manualmente, durante maré baixa. No presente trabalho foram identificados 8 espécies: Caulerpa taxifolia, Caulerpa lentillifera, Ulva lactuca, Laminaria sp, Sargassum sp, Padina pavonica, Hypnea musciformis, Gracilaria sp. Sendo 3 do Filo Chlorophyta, 2 do Filo Rhodophyta e 3 do Filo Phaeophyta. Os resultados indicam que o grau de preservação da região de coleta tem influência na riqueza e freqüência das algas. De uma maneira geral, registrou-se uma rica comunidade de espécies pertencentes às principais classes de algas, contribuindo de forma satisfatória para um maior conhecimento da flora na região.

Palavras-chave: Ecossistemas, Fatores Ambientais, Atividades Antrópicas, Preservação.

sexta-feira, 19 de abril de 2013


Período reprodutivo e Maturidade sexual do ermitão Clibanarius vittatus (Bosc, 1802) (Crustacea: Anomura: Diogenidae) na região de Macapá, PI.

André Luis Souza Galisa¹, Lidia Maria Souza Vieira Filha¹
Lissandra Corrêa Fernandes-Góes1, 3 & João Marcos de Góes2,3,

1-Universidade Estadual do Piauí (UESPI), Parnaíba, PI.
2-Universidade Federal do Piauí (UFPI), Parnaíba, PI.
3- NEBECC – Núcleo de Estudos em Biologia, Ecologia e Cultivo de Crustáceos.

Introdução

           O tamanho do início da maturidade é considerado um parâmetro importante para o ciclo de vida dos animais (Wenner, 1985). Este tipo de estudo é importante para que se possa entender a dinâmica de determinada população (Fantucci, Mantelatto, 2006).  O ciclo reprodutivo inclui diversos eventos e a duração desses eventos pode variar para diferentes espécies (Sastry, 1983). O presente estudo tem como objetivo determinar o período reprodutivo e o tamanho mínimo da maturidade sexual de Clibanarius vittatus.

Material e Métodos

        Os ermitões foram coletados mensalmente de agosto de 2004 a julho de 2005 no estuário de Macapá (PI) (20 56’ S e 410 26’ W). Os animais foram coletados manualmente durante maré baixa, ensacados individualmente e armazenados. Os exemplares foram separados em relação ao sexo e mensurados quanto ao comprimento do escudo cefalotorácico (CE). Para se determinar a maturidade sexual, as gônadas, para ambos os sexos, foram classificada em Imatura (IM), Rudimentar (RU), Em desenvolvimento (ED) e Desenvolvida (DE) (Tabela I). Para o estudo do período reprodutivo observou-se a presença de fêmeas ovígeras ao longo dos meses de estudo.

Resultados e Discussões

         Foram obtidos 574 exemplares, sendo 62 fêmeas ovígeras distribuídas de novembro de 2004 a julho de 2005, (figura 01) o que caracteriza o período reprodutivo da população como sazonal. 

      Figura 01. Clibanarius vittatus. Frequência de ocorrência de fêmeas ovígeras ao longo do período de estudo.

        A figura 02 mostra que houve sincronia na presença de gônadas desenvolvidas para ambos os sexos ao longo dos meses coletados. Machos atingiram a maturidade sexual com tamanho médio de 6,6 mm e fêmeas com 6,2 mm, indicando que a população está em sincronia quanto ao tamanho inicial da atividade reprodutiva.
Figura 02. Clibanarius vittatus.  Distribuição dos estágios gonadais ao longo do período de estudo (preto = imatura, lilás = rudimentar, areia  = em desenvolvimento, verde = desenvolvida. ).

Referências bibliográficas

FANTUCCI, M. Z. ; MANTELATTO, F. L. M. Período reprodutivo do ermitão Isocheles sawayai (Crustacea, Anomura) na região de Caraguatatuba, SP. In: 14º Simpósio Internacional de Iniciação Científica da USP, 2006.

SASTRY, A. N. 1983. Ecological aspects of reproduction. P. 179-270. In: Vernberg, F.J. & Vernberg, W.D (Ed.). The Biology of Crustacea. Vol.8. Environmental  adaptations. Academic  Press.

WENNER, A .M. Factors in adult growth. Crustacean Issues 4. Rotterdam, A. A., Balkema. 362p. 1985.













Nova ocorrência do ermitão Clibanarius sclopetarius (Herbst, 1796) (Crustacea: Anomura: Diogenidae) no litoral do Estado do Piauí, Brasil.

João Marcos de Góes2, André Luis Souza Galisa¹,
Lidia Maria Souza Vieira Filha¹ & Lissandra Corrêa Fernandes-Góes1.

1-Universidade Estadual do Piauí (UESPI), Parnaíba, PI.
2-Universidade Federal do Piauí (UFPI), Parnaíba, PI.
3- NEBECC – Núcleo de Estudos em Biologia, Ecologia e Cultivo de Crustáceos.
jmarg@uol.com.br2,3
freudgalisa@hotmail.com¹
ligadre27@hotmail.com¹
lissandragoes@uol.com.br1, 3

O registro de novas ocorrências constitui um fator importante para o conhecimento de faunas regionalizadas, contribuindo assim, para o melhor entendimento sobre a biodiversidade, padrões de distribuição e dispersão apresentados por esses animais. A espécie Clibanarius sclopetarius é encontrada no Atlântico Ocidental – Flórida, Antilhas, Venezuela, norte da América do Sul, Guianas e Brasil (do Ceará a Santa Catarina). O objetivo desse trabalho é relatar a ocorrência de C. sclopetarius no litoral do Piauí. Os exemplares foram coletados mensalmente de agosto de 2004 a julho de 2005 no estuário de Macapá - PI (2° 56’ S e 41° 26’ W). Foram obtidos ao todo 94 espécimes, sendo 41 machos, 39 fêmeas e 14 fêmeas ovígeras. O aumento da distribuição geográfica das espécies marinhas pode ser resultado de dispersão larval que sofre influência de correntes, ventos e marés, além de fatores não biológicos que podem afetar a população fazendo com que esta migre para outras áreas. Outra hipótese seria o registro tardio da ocorrência da espécie na região, o que pode estar relacionado ao fato desses animais apresentarem distribuição restrita a áreas de difícil acesso, e ainda a escassez de trabalhos sobre o conhecimento da composição faunística deste local. Outro fator que corrobora esta hipótese é que a espécie já havia sido descrita para o estado do Ceará. Sendo assim, estudos futuros sobre a biodiversidade dos crustáceos poderão estender a área de ocupação de muitas espécies.

Palavras-chaves: Padrões de distribuição, Fatores não biológicos, Composição faunística.