quinta-feira, 15 de novembro de 2012


Uso das plantas medicinais e suas controvérsias.


Fitoterapia é uma palavra muito antiga, originária do grego, que quer dizer: phyton = vegetal e therapia = tratamento. É o estudo das plantas medicinais e suas aplicações na cura das doenças.
A definição de fitoterápico não engloba o uso popular das plantas em si, mas sim seus extratos. O estudo desses mecanismos e o isolamento do princípio ativo, que é a substância ou conjunto delas, é o responsável pelos efeitos terapêuticos da planta e uma das principais prioridades da farmacologia.
Medicamento fitoterápico é aquele alcançado de plantas medicinais, onde utiliza-se exclusivamente derivados de droga vegetal, tais como: suco, cera, maceração, exsudato, óleo, extrato, tintura, entre outros. O termo confunde-se com fitoterapia ou com planta medicinal que realmente envolve o vegetal como um todo no exercício curativo e profilático. Os fitoterápicos são medicamentos industrializados, onde são tratados através de legislação específica. São uma mistura complexa de substâncias, onde, na maioria dos casos, o princípio ativo é desconhecido.
O simples fato de coletar, estabilizar e secar um vegetal não o torna fitoterápico. Deste modo, vegetais íntegros, macerados, triturados ou pulverizados, não são considerados medicamentos fitoterápicos, em outras palavras, uma planta medicinal não é um fitoterápico. Também não são considerados fitoterápicos os chás, medicamentos homeopáticos e partes de plantas medicinais.

AS PLANTAS MEDICINAIS
A OMS (Organização Mundial de Saúde) define planta medicinal como sendo “todo e qualquer vegetal que possui, em um ou mais órgãos, substâncias que podem ser utilizadas com fins terapêuticos ou que sejam precursores de fármacos semissintéticos”.
A diferença entre planta medicinal e fitoterápico reside na elaboração da planta para uma formulação específica, o que caracteriza um fitoterápico. Segundo a Secretaria de Vigilância Sanitária, em sua portaria nº 6 de 31 de janeiro de 1995, fitoterápico é “todo medicamento tecnicamente obtido e elaborado, empregando-se exclusivamente matérias-primas vegetais com finalidade profilática, curativa ou para fins de diagnóstico, com benefício para o usuário. É caracterizado pelo conhecimento da eficácia e dos riscos do seu uso, assim como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade. É o produto final acabado, embalado e rotulado. Na sua preparação podem ser utilizados adjuvantes farmacêuticos permitidos na legislação vigente. Não podem estar incluídas substâncias ativas de outras origens, não sendo considerado produto fitoterápico quaisquer substâncias ativas, ainda que de origem vegetal, isoladas ou mesmo suas misturas”. Neste último caso encontra-se o fitofármaco, que por definição “é a substância ativa, isolada de matérias-primas vegetais ou mesmo, mistura de substâncias ativas de origem vegetal” (VEIGA JUNIOR; PINTO, 2005).
A temática “Plantas Medicinais” é discutida mundialmente e tornou-se alvo de pesquisas constantes, pois sua importância define-se e relaciona-se com todo o presente, passado e futuro da civilização (MORAIS, 2001). Durante milênios o homem aprendeu a conhecer as plantas e valer-se de suas propriedades para sanar suas enfermidades orgânicas. As plantas foram, durante quase toda a história da humanidade, a maior e mais importante fonte de substâncias medicamentosas para aliviar e curar os males humanos (SCHOLZ, 2002).

VANTAGENS DE USAR PLANTAS MEDICINAIS
A falta de credibilidade no poder de cura das plantas medicinais ocorre porque esse tipo de medicina alternativa é baseada principalmente na sabedoria popular. Contudo, esse tipo de pensamento está mudando por vários motivos. Um dos motivos mais importantes é que muitas plantas utilizadas na prática popular estão sendo estudadas, com suas eficácias comprovadas cientificamente. Isto deve-se ao fato de que muitas indústrias farmacêuticas têm interesse em comprovar o poder de ação dos extratos ou princípios ativos das plantas medicinais, no intuito de elaborar medicamentos fitoterápicos. Esse tipo de medicamento está sendo bastante valorizado ultimamente, pois são medicamentos com pouca ou quase nenhuma contraindicação, que geralmente não apresentam efeitos adversos, sendo considerados “os medicamentos do momento”. Outro motivo para valorizar a utilização das plantas medicinais é que elas podem ser facilmente encontradas, seja nos quintais de casas, cultivadas em vasos ou canteiros; não fazem mal aos animais ou homens que delas utilizam. A produção de remédios caseiros não traz prejuízos ao meio ambiente, são remédios fáceis de fazer e custam bem menos que remédios de farmácia.



REFLEXÃO SOBRE O ASSUNTO
O uso das plantas medicinais promove o enriquecimento da biodiversidade nativa, o fortalecimento e valorização do conhecimento popular, bem como o fortalecimento da agricultura familiar agroecológica gerando emprego e renda para as famílias que delas utilizam. Também podemos mencionar que a pecuária orgânica é um modelo de produção sustentável que tem em sua essência a simplicidade e a harmonia com a natureza, sem deixar de lado a produtividade e a rentabilidade para o produtor, onde todos os princípios de agroecologia podem ser aplicados.
Num sistema orgânico de produção a saúde dos animais é um indicativo do sucesso do manejo. Se algum animal adoecer significa que algo está sendo mal conduzido e tudo deve ser reavaliado, para se encontrar e sanar o problema. Assim, a saúde animal passa a ser considerada a habilidade de resistir a infecções, ataques de parasitas e perturbações metabólicas, sem uso de drogas químicas (MEDEIROS et al., 2003). Tendo-se aí a necessidade de introdução do uso de plantas medicinais para prevenção, tratamento e controle de doenças animais integrados no sistema agroecológico.

REFERÊNCIAS

MEDEIROS, I. C. L. S.; SILVA, C. D.; BRAGA, D. B. O.; AQUINO, A. M.; LIMA, C. A. R. Agroecologia: aspectos relacionados à pecuária orgânica. In: I Congresso Brasileiro de Agroecologia, IV Seminário Internacional sobre Agroecologia, V Seminário Estadual sobre Agroecologia, 2003, Porto Alegre: Emater RS, p.2-33, 2003.
 MORAIS, J. Um outro jeito de curar. Revista Super Interessante. São Paulo. Maio, 2001.
 PAIVA, A. L. C; BAYLE. E; ALMEIDA, D. B. B; SILVA, P. S. Uso das plantas medicinais na criação animal. Natal. 2010. Cartilha. 33p.
 SCHOLZ, C. A saúde que vem da natureza. Revista Veja. São Paulo: Ano. 35, n.18. 2002.
 VEIGA JUNIOR, V. F.; PINTO, A. C. Plantas medicinais: cura segura? Química Nova, v. 28, n. 3, p. 519-528. 2005.


quarta-feira, 14 de novembro de 2012


Prática Pedagógica Interdisciplinar: Imunologia nas Escolas do Ensino Médio no Município de Parnaíba, Piauí.


LÚCIA DE FÁTIMA OLIVEIRA SOUZA, ANA CRISTINA CARVALHO CHAVES, ANA MARIA BRANDÃO DE OLIVEIRA, LIDIA MARIA SOUZA VIEIRA FILHA, TIAGO OLIVEIRA FREITAS & ANDRÉ LUIS SOUZA GALISA.
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ (UESPI) CAMPUS PARNAÍBA-PI

Uma das áreas de ciências que constantemente sofrem modificações é a Imunologia, responsável pelo estudo do sistema imunológico que protege nosso organismo contra doenças, em particular as infecciosas. As doenças autoimunes, por exemplo, estão entre os problemas científicos e clínicos mais desafiadores em imunologia, por causa da sua grande especificidade e diversidade de formas existentes. A elucidação das doenças autoimunes pode fornecer a definição do grau de severidade e a importância das mesmas. O presente estudo teve como objetivo contribuir para o aumento do conhecimento sobre a Imunologia para os alunos das escolas do ensino médio, no município de Parnaíba, PI. A intervenção pedagógica foi realizada em duas escolas, na organização educacional Colégio Dez pertencente à rede particular de ensino e na Unidade escolar Cândido de Oliveira da rede pública, no total de 110 alunos. Utilizou-se um projeto de intervenção e uma microaula para a abordagem do assunto em questão. No primeiro momento foi introduzido o conceito de doenças autoimunes por meio de slides, e através de imagens os alunos puderam visualizar alguns tipos de doenças autoimunes e suas manifestações clínicas no organismo. Foi elucidada também a questão do diagnóstico laboratorial para as doenças autoimunes. Como resultado podemos notar que os alunos da Unidade Escolar Cândido Oliveira se mostraram com um maior nível de interesse em relação às causas e manifestações das doenças autoimunes, participando de uma maneira mais ativa da microaula realizada. Esse estudo possibilitou que os alunos de ambas as escolas tivessem um maior domínio de conhecimento sobre a Imunologia e as doenças autoimunes que comprometem todo o sistema imunológico. Podemos notar com essa intervenção uma maior integração entre a Universidade e o Ensino Médio, o que garante um sucesso no processo de ensino, pesquisa e extensão.
                                                                                                                         
Palavras-chave: Sistema imunológico, Grau de severidade, Conhecimento.

               
                        Figura 01. Colégio Dez.                    Figura 02. Cândido Oliveira.                  
               
                        Figura 03. Apresentação                     Figura 04. Apresentação.

Referências

ABBAS, A. K. Imunologia Celular e Molecular. 6. ed. São Paulo: Elsevier, 2008.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012


Distribuição espacial de tocas de Ocypode quadrata (Fabricius, 1787) em relação à altura da maré na praia Pedra do Sal, Parnaíba, PI.
ANDRÉ LUIS SOUZA GALISA1, BRUNA CRISTINA NERES DA SILVA1, CRISLENE MARIA QUEIROZ DO NASCIMENTO1 & LISSANDRA CORRÊA FERNANDES GÓES2.

1-Acadêmicos do Curso de Ciências Biológicas, Universidade Estadual do Piauí-UESPI, Campus Alexandre Alves de Oliveira, Parnaíba, Piauí. 2-Doutora em Zoologia, Professora Orientadora, UESPI, Campus Alexandre Alves de Oliveira, Parnaíba-PI.


      O objetivo do estudo foi analisar a distribuição espacial dos caranguejos da espécie Ocypode quadrata em relação à altura da linha de deposição da maré alta na praia Pedra do Sal, Parnaíba, PI, verificando a possível diferença na distribuição espacial entre jovens e adultos. 
    Foram realizadas quatro amostragens na área de estudo. Utilizou-se 10 faixas perpendiculares à linha d’água dividida em 3 parcelas de 10m2. Foram medidas a largura da abertura de todas as tocas utilizando-se um paquímetro. As tocas foram distribuídas em três classes de tamanho: até 20 mm: tocas ocupadas por indivíduos imaturos; 20 a 36 mm: tocas com indivíduos no início da maturação sexual e acima de 36 mm: tocas ocupadas por adultos reprodutivos
   Foram analisados 113 tocas de Ocypode quadrata as quais indicaram uma maior concentração de indivíduos ao nível supra-litoral onde se observou um aumento no diâmetro e do número total das tocas. Registrou-se ao nível de supra-litoral, tocas com diâmetros entre 17 a 76 mm, correspondendo a 93% do total de tocas encontradas, indicando indivíduos tanto: imaturos, em estado de maturação sexual e adultos reprodutivos. Conforme os indivíduos atingem a maturidade tendem a se afastar da região úmida da praia para a mais seca determinando uma maior proteção contra a maré e tornando maior a densidade populacional na região supra-litoral.

Palavras-chaves: Classes de tamanho, Supra-litoral, Maturidade sexual.
Exemplar de Ocypode quadrata.